A França está a colocar no terreno o ORION 2026, um exercício militar inter-ramos e interaliado concebido para ser tão rigoroso quanto credível.
Ao longo de três meses, o país entra na segunda edição do ORION. Trata-se de um treino operacional de grande dimensão cujo objectivo é assegurar a protecção dos cidadãos, salvaguardar os interesses franceses e, simultaneamente, reforçar a união entre parceiros ao serviço da segurança europeia, num quadro geopolítico particularmente tenso.
Meios mobilizados para o ORION 2026
Para concretizar este exercício militar, a França não poupou recursos. Durante o ORION 2026, estão envolvidos mais de 12 500 militares de 24 países, 1200 drones, 140 aviões e helicópteros, bem como 12 ministérios chamados a participar e a mobilizar-se.
ORION 2026: um exercício “particularmente exigente”
O Ministério das Forças Armadas descreve-o como um desafio de alta intensidade. Na quinta-feira, 22 de janeiro de 2026, o vice-almirante Xavier Royer de Véricourt, comandante do centro de especialidade do comando inter-ramos do Estado-Maior das Forças Armadas, apresentou o exercício ORION 2026. Este treino em grande escala pretende evidenciar “a capacidade da França para entrar em primeiro num teatro de operações e para se integrar num dispositivo da OTAN”.
Face à edição anterior, em 2023, esta versão é ainda mais impressionante. O nível de realismo anunciado é muito elevado e a manobra irá reproduzir todas as fases de um conflito moderno.
Calendário e fases do exercício
A primeira etapa do ORION 2026 arrancou a 6 de janeiro e está dedicada ao planeamento operacional. Entre 8 de fevereiro e 1 de março de 2026, realiza-se a segunda fase do exercício militar, com a condução das operações no terreno. “As forças são destacadas no seio de uma coligação multinacional a partir da fachada atlântica” com o propósito de apoiar o Estado parceiro fictício Arnland, confrontado com o seu vizinho expansionista, igualmente fictício, Mercure.
Por fim, entre 7 e 30 de abril, uma coligação actuará sob liderança francesa. Estará em causa uma operação “integrada na cadeia de comando da OTAN”, destinada a demonstrar a capacidade das diferentes forças armadas para se inserirem de forma sólida numa estrutura de comando da Aliança e para se integrarem numa dinâmica de empenhamento colectivo.
Coordenação civil-militar e abrangência territorial
No total, 15 departamentos e um departamento e região ultramarina (DROM) serão envolvidos durante várias semanas neste grande exercício nacional.
Com a participação de 12 ministérios, o ORION 2026 servirá também para testar a rapidez de resposta e a coordenação entre intervenientes civis e militares. Embora o exercício seja, naturalmente, fictício, inspira-se num cenário concebido pela OTAN e incorpora “as evoluções recentes do campo de batalha e os novos métodos de combate”.
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