A Volvo acabou de dar um sinal claro: o XC90 não está a despedir-se tão cedo. Mesmo depois do recente обновamento da geração atual, a marca confirmou que já trabalha numa geração totalmente nova - mantendo o SUV grande vivo por muitos anos.
Quando essa nova versão chegar, vai posicionar-se como uma alternativa ao EX90. Ou seja, apesar de coexistirem na gama, o futuro XC90 terá uma arquitetura própria e diferente da usada no modelo 100% elétrico.
A revelação foi feita por Håkan Samuelsson, diretor-executivo da Volvo, que sublinhou a necessidade de continuar a ter um XC90 com motorizações térmicas. Em particular, as híbridas plug-in, que continuam a ganhar procura, sobretudo em mercados onde a eletrificação total ainda não é plenamente viável.
O CEO do construtor não indicou datas, mas tudo aponta para que ainda faltem alguns anos. O foco estará, como referimos, nas versões híbridas plug-in e, à semelhança do que vimos no novo XC70 - específico para a China -, é razoável esperar uma autonomia bem superior à do modelo atual.
O XC90 híbrido plug-in atual conta com uma bateria de 18,8 kWh, que permite até 71 km de autonomia. Mas o XC70 usa uma bateria muito maior, com 39,6 kWh, mais do dobro da capacidade. Permite 200 km de autonomia, ainda que este valor seja de acordo com o ciclo de homologação chinês (CLTC).
Que plataforma usar?
Fica também por esclarecer que plataforma irá adotar. O XC90 atual recorre à plataforma SPA (Scalable Product Architecture), que estreou em 2014 e que serviu de base a toda a gama moderna da marca sueca. O EX90 usa a SPA2, exclusiva para elétricos, e o futuro EX60 irá estrear a SPA3, igualmente dedicada apenas a veículos elétricos.
Se os planos de eletrificação total da Volvo tivessem corrido como era esperado, a primeira geração da SPA já estaria hoje a caminho da reforma. Isso não aconteceu. Será que ainda existe margem para a fazer evoluir?
Como alternativa possível surge a plataforma SMA (Scalable Modular Architecture) do novo XC70, que tudo indica ser uma evolução da CMA atual - que serve os mais compactos XC40/EX40. A marca sueca afirma que foi desenvolvida precisamente para integrar motorizações híbridas plug-in com maior capacidade elétrica.
Ao contrário do plano ambicioso original de ser totalmente elétrica em 2030, a Volvo parece agora encarar o futuro com mais prudência, garantindo opções em várias frentes. O XC90, que não estava nos planos prolongar-se por mais uma geração, vai continuar a fazer parte da gama na próxima década, vendido em paralelo com o elétrico EX90.
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