Muitos proprietários colocam a sua bomba de calor simplesmente no jardim - e, mais tarde, acabam surpreendidos com faturas que ninguém tinha previsto.
Quando modernizam o sistema de aquecimento, a maioria das pessoas pensa sobretudo em apoios, ruído e eficiência. Quase ninguém se lembra de que até a localização exata da unidade exterior no jardim pode chamar os serviços de urbanismo e gerar custos adicionais de quatro dígitos. Um caso recente de Estugarda mostra a rapidez com que uma substituição aparentemente simples pode transformar-se numa complicada e cara maratona burocrática.
O caso de Estugarda: bomba de calor no jardim, novos problemas
Em Cannstatt, em Estugarda, um proprietário queria substituir a bomba de calor já envelhecida. O novo equipamento deveria ir para o mesmo sítio onde o antigo já estava: no fundo do jardim, dentro da sua própria propriedade e, em princípio, sem problemas há anos. Em teoria, tratava-se de um projeto de rotina - foi o que ele pensou.
Mas, em vez de uma troca descomplicada, o departamento de urbanismo entrou em cena. De repente, as autoridades exigiram documentação detalhada: plantas de localização atualizadas, extratos cadastrais, indicações sobre a posição exata, o tamanho e, talvez até, o nível de ruído do equipamento. O proprietário fala em cerca de 1.600 euros de custos extra só para mandar preparar essa documentação.
“A mesma localização, mas um regulamento diferente: até a substituição de uma bomba de calor já existente pode desencadear novas obrigações e custos.”
À primeira vista, o caso parece uma exceção de uma entidade especialmente rigorosa. Na verdade, porém, grande parte assenta em regras válidas em todo o país, que podem aplicar-se em qualquer município assim que uma bomba de calor esteja fora da área edificável prevista no jardim.
Bomba de calor isenta de licenciamento formal não significa: “pode ficar em qualquer sítio”
Muitos instaladores e proprietários ouvem, no contexto das bombas de calor, a expressão “isenta de licenciamento formal”. Isso soa a: sem pedido, sem autoridades, sem complicações. Juridicamente, porém, significa outra coisa.
No essencial, “isenta de licenciamento formal” quer apenas dizer que, em muitos estados federados, o equipamento em si não precisa de uma licença de construção clássica. A bomba de calor é tratada como uma instalação acessória e beneficia de determinadas simplificações no direito da construção.
O que “isenta de licenciamento formal” não regula de forma expressa:
- Se a instalação está dentro da área edificável permitida do terreno
- Se são cumpridas as distâncias legais aos vizinhos
- Se são respeitadas as exigências de proteção contra o ruído
- Se o plano de urbanização permite instalações acessórias nesse local
É precisamente aqui que entra o plano de urbanização. Ele define a chamada área edificável do terreno
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