Cientistas criaram a ferramenta RAVEN, que acelera a validação de exoplanetas
Astrónomos da Universidade de Warwick confirmaram a existência de mais de 100 exoplanetas, incluindo 31 novos, recorrendo a inteligência artificial. A nova ferramenta RAVEN (RAnking and Validation of ExoplaNets) foi aplicada aos dados da missão TESS da NASA, que observa estrelas em busca de trânsitos planetários.
O estudo abrange dados de 2,2 milhões de estrelas recolhidos durante os primeiros quatro anos de funcionamento do telescópio TESS. Os cientistas concentraram-se em planetas com órbitas curtas, inferiores a 16 dias, para avaliar a sua frequência.
A RAVEN recorre a aprendizagem automática para analisar os sinais e determinar se foram provocados por planetas ou por outros fenómenos, como estrelas binárias. A ferramenta trata todo o processo - desde a deteção do sinal até à validação estatística - o que a torna mais eficiente do que os métodos tradicionais.
Entre os planetas confirmados estão objetos únicos, incluindo planetas na chamada «deserto neptuniano», uma região onde estes planetas são extremamente raros. O estudo mostrou que apenas 0,08% das estrelas semelhantes ao Sol têm este tipo de planetas.
Com a RAVEN, os cientistas também concluíram que cerca de 9–10% das estrelas semelhantes ao Sol possuem planetas próximos. Estes resultados confirmam os dados da missão Kepler, mas com incertezas menores.
A ferramenta não só permite descobrir novos planetas, como também estudar as suas populações. Isto abre novas oportunidades para investigação, incluindo o uso de telescópios terrestres e de futuras missões, como a ESA PLATO (Trânsitos e Oscilações Planetários [das estrelas]).
Os cientistas publicaram ferramentas interativas e catálogos para que outros grupos de investigação possam analisar os resultados e escolher alvos para observações posteriores.
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