Durante mais de duas décadas, a Volkswagen tem dominado as tabelas de vendas na Europa - e tudo aponta para que o guião se repita este ano. A receita do sucesso mistura vários ingredientes: uma gama forte, evolução consistente de geração para geração, presença sólida em mercados decisivos (com destaque para o mercado doméstico, que é também o maior da Europa) e, claro, uma base de clientes muito fiel.
Com a eletrificação, o cenário mudou e nem todos os passos iniciais da Volkswagen foram brilhantes, tal como a resposta de alguns mercados ficou aquém do previsto. Ainda assim, 2026 surge como um ano-chave, com lançamentos elétricos que podem pesar muito no futuro da marca mais vendida do continente.
Se a nova geração de elétricos mais acessível vai atrair atenções este ano, será outro modelo - a combustão - que terá a tarefa de assegurar a estabilidade num período de incerteza: o Volkswagen T-Roc.
O SUV Made in Palmela tem sido o Volkswagen mais vendido na Europa nos últimos anos - ultrapassando o Golf -, pelo que as expectativas para a segunda geração, que já chegou ao mercado, mantêm-se elevadas, com preços a partir de 33 594 euros.
Já o conduzimos e o peso do T-Roc na estratégia da Volkswagen também se percebe noutra decisão: será este o modelo a estrear a primeira motorização full-hybrid da marca. Mas só em 2027.
Os elétricos que não podem falhar
Se o T-Roc dá volume e previsibilidade à Volkswagen, os futuros ID. Polo e ID. Cross terão de validar, na prática, a estratégia elétrica da marca. Mais do que aumentar a presença no universo 100% elétrico, carregam uma missão clara: democratizar o acesso à mobilidade elétrica.
A Volkswagen aponta para o novo ID. Polo autonomias até 450 km e preços a arrancar na casa dos 25 mil euros, alinhados com os do Polo a combustão. A revelação está para breve, mas já tivemos um primeiro contacto que deixou bons sinais:
Para lá do ID. Polo, a Volkswagen prepara para mais perto do final do ano o ID. Cross, o equivalente elétrico ao T-Cross a combustão. Partilha a nova plataforma MEB Plus com o ID. Polo e anuncia autonomias até 436 km, embora com preços mais altos. A versão de entrada deverá ficar abaixo dos 30 mil euros.
Também já o testámos. Conheça as nossas primeiras impressões:
Volkswagen ID.3 e ID.4 com mudanças substancias
Mas 2026 não será feito apenas de novidades absolutas. Modelos como o ID.3 e o ID.4 - os primeiros elétricos de nova geração da Volkswagen - vão receber uma segunda atualização, desta vez mais profunda do que a primeira.
No caso do ID.4, previsto para perto do final de 2026, a intervenção será tão abrangente que Thomas Schäfer, diretor-executivo da Volkswagen, admite que poderia ser vista como uma nova geração. Até o nome poderá mudar, de ID.4 para ID. Tiguan, para capitalizar a familiaridade e o sucesso do modelo.
Além de um design exterior com alterações significativas, as principais melhorias deverão focar-se nos pontos mais criticados: tecnologia, qualidade percebida e eficiência - saiba mais detalhes.
Antes disso, chega o ID.3, com apresentação marcada para meados deste mês de abril. A Volkswagen já o antecipou com vários esboços e com a indicação de uma nova designação: ID.3 Neo. Ainda não são conhecidas as especificações finais, mas a marca já deu algumas pistas sobre o que esperar:
O melhor fica para o fim
Como se costuma dizer, «o melhor fica para o fim». No meio de uma ofensiva fortemente centrada na eletrificação, a Volkswagen abriu ainda espaço para um modelo que fala diretamente ao lado emocional dos petrolheads: o Golf R350 (nome ainda por confirmar).
Promete ser a versão mais extrema do compacto alemão, com a grande surpresa a poder estar mesmo debaixo do capô. Por enquanto são rumores, é certo, mas tudo aponta para que possa receber o mesmo motor do Audi RS 3: o icónico cinco cilindros em linha de 2,5 litros com turbocompressor (EA855), que se despede este ano.
Não seria caso único ver o cinco cilindros da Audi chegar a um modelo de outra marca do grupo: a CUPRA já apresentou a segunda série do Formentor VZ5 com este motor. Se se confirmar, poderá dar origem ao Golf de produção mais potente de sempre.
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