Ataque a Kiev: 650 drones e 56 mísseis
Um ataque maciço das forças armadas da Federação Russa contra Kiev, recorrendo a 650 drones e 56 mísseis, causou pelo menos uma morte e fez mais 31 feridos, informou esta quinta-feira o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky.
Danos em áreas civis e operações de resgate
Na capital da Ucrânia, as equipas de resgate e salvamento continuam no terreno, depois de um drone russo ter atingido um edifício residencial de nove andares, "uma secção inteira do qual foi completamente destruída".
Segundo Zelensky, foram registados estragos em mais de "20 locais por toda a cidade", incluindo zonas civis. Perante o ataque, muitos habitantes procuraram abrigo em estações do metropolitano e noutros refúgios.
Declarações de Zelensky sobre a continuação da guerra
“Estas certamente não são as ações de quem pensa que a guerra está perto do fim. É importante que os nossos parceiros não se calem perante este ataque”, denunciou Zelensky nas redes sociais.
Trégua de 09 a 11 de maio e retaliação anunciada
Após uma trégua de três dias associada às comemorações do fim da II guerra mundial e do triunfo soviético sobre o nazismo, os ataques diários da Rússia a cidades ucranianas foram retomados na noite de segunda para terça-feira.
Kiev declarou que iria retaliar, enquanto o ministério da Defesa russo afirmou ter intercetado 36 drones ucranianos entre a noite de quarta-feira e a manhã desta quinta-feira.
O cessar-fogo em vigor de 09 a 11 de maio, mediado pelos Estados Unidos da América, foi acompanhado por acusações mútuas de violações, embora não tenha sido marcado por ofensivas de larga escala.
Balanço de vítimas civis segundo a HRMMU
De acordo com um relatório da Missão de Monitorização dos Direitos Humanos das Nações Unidas na Ucrânia (HRMMU), desde o início da invasão russa, em 24 de fevereiro de 2022, quase 15.000 civis ucranianos morreram e 40.600 ficaram feridos.
O documento indica ainda que o ano de 2025 terá sido o mais letal, a seguir a 2022, com mais de 2500 civis mortos.
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