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A X-energy prepara IPO até 814 milhões de dólares devido à crescente procura por energia nuclear por parte de centros de dados e IA.

Homem a apresentar equipamento tecnológico num escritório com servidores e computador portátil aberto.

Startup apoiada pela Amazon estreia em bolsa com tecnologia de reactor TRISO e planos para escalar centrais nucleares modulares de pequena dimensão

A X-energy, startup dedicada ao desenvolvimento de tecnologias nucleares, avançou com a preparação para uma oferta pública inicial de ações (IPO), definindo uma faixa indicativa de preço entre $16 e $19 por ação. Se as ações forem colocadas no topo desse intervalo, a empresa poderá angariar cerca de $814 milhões.

A empresa está a beneficiar do renovado interesse pela energia nuclear, impulsionado pelo aumento da procura de eletricidade associado à expansão dos centros de dados e à eletrificação. Entre os seus maiores investidores está a Amazon, que liderou uma ronda de financiamento de $500 milhões e se comprometeu a comprar até 5 gigawatts de energia nuclear à X-energy até 2039.

A X-energy já tinha tentado chegar à bolsa através de uma fusão com uma empresa SPAC, mas a operação foi anulada em 2023. Esta nova tentativa de IPO representa um passo relevante para os investidores que aplicaram cerca de $1,8 mil milhões na empresa.

A base tecnológica da X-energy assenta em reatores de gás arrefecidos a alta temperatura. O combustível, encapsulado em esferas cerâmicas e de carbono, é arrefecido com hélio, que transfere o calor para uma turbina a vapor usada na produção de eletricidade. Este tipo de combustível, TRISO, é considerado mais seguro, embora continue a ter utilização limitada.

A empresa já esteve envolvida numa disputa de patentes com outra companhia, a Ultra Safe Nuclear Corporation (USNC), que faliu em 2024. A X-energy afirma que a USNC violou as suas patentes de fabrico de combustível, mas a questão continua por resolver.

O desenvolvimento de novos reatores nucleares fora da China tem enfrentado atrasos e derrapagens de custos. Startups como a X-energy esperam ultrapassar esses obstáculos através da redução do tamanho dos reatores. Ainda assim, nenhuma destas empresas construiu até agora uma central elétrica em funcionamento.

A X-energy espera que, à medida que as tecnologias de fabrico de reatores evoluírem, os custos baixem 30% face aos primeiros modelos. Mesmo assim, o sucesso da empresa dependerá do custo do primeiro reator, que poderá definir as suas perspetivas no mercado.

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