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O segredo dos reformados: poupar nas compras sem abdicar de boa comida

Casal idoso cozinha e prepara legumes numa cozinha rústica com luz quente ao entardecer.

Poupar nas compras de supermercado não precisa de significar cortar no sabor ou na qualidade. Há quem consiga manter uma alimentação variada e boa sem rebentar o orçamento, e Michel, reformado de 72 anos, é um desses exemplos.

Desde que se reformou e passou a viver sozinho, Michel foi afinando uma rotina simples, mas eficaz, para gastar menos na comida sem fazer cedências desnecessárias. A sua abordagem passa por organização, escolhas mais inteligentes e alguma partilha com os outros.

Estratégias para poupar na alimentação

Planeamento e orçamento

Michel percebeu rapidamente que, na reforma, vale ainda mais a pena planear as refeições e definir um orçamento.
“O essencial é planear. Vejo o que já tenho em casa, organizo as refeições da semana e depois faço uma lista de compras precisa”, explica.

“Assim, compro só o que me faz falta e fujo às compras por impulso, que acabam sempre por aumentar a conta.”

Compras inteligentes

Michel também presta atenção às promoções e usa aplicações para acompanhar as melhores campanhas dos supermercados da zona. Dá preferência a produtos da época e a marcas menos conhecidas, que muitas vezes saem mais em conta, mas com qualidade semelhante.

Aproveitar melhor os recursos

Cozinhar em casa

Cozinhar em casa é, para Michel, outro pilar importante para poupar na alimentação. Não só sai mais barato, como também lhe permite controlar os ingredientes - uma vantagem para a saúde.
“Faço quase tudo de raiz: pão, cozidos, e até bolos. Assim sei exatamente o que estou a comer e, ao mesmo tempo, reduzo o desperdício”, diz.

Refeições em conjunto

Michel participa ainda num grupo de bairro onde se partilham refeições. Uma vez por semana, junta-se a outros reformados para cozinhar em conjunto. Cada um leva um ingrediente e, em equipa, preparam a refeição.
“Dá mais variedade ao que comemos, traz receitas novas para a mesa e ainda passamos um bom bocado em boa companhia”, conta Michel.

Impactos positivos para lá da poupança

Contactos sociais e bem-estar

As iniciativas de Michel não servem apenas para baixar os custos com alimentação; também fazem bem ao seu equilíbrio emocional. Encontrar outras pessoas e cozinhar em conjunto reforça o espírito de comunidade e ajuda a combater a solidão que tantos idosos sentem.

Impacto ecológico

Ao comprar produtos regionais e sazonais, Michel contribui também para reduzir a sua pegada de carbono.
“Sabe bem perceber que estou a fazer algo positivo pelo planeta”, acrescenta.

Mais informações

Quem quiser seguir o exemplo de Michel deve começar por analisar os seus hábitos alimentares atuais e identificar onde pode poupar. Participar em cursos de cozinha ou em grupos de refeições partilhadas pode ser um excelente ponto de partida.

Estas práticas não são só vantajosas do ponto de vista económico; também fazem bem à saúde, porque incentivam o consumo de alimentos frescos e menos processados. E a vertente social não deve ser subestimada - tem um papel decisivo na moral e na saúde mental das pessoas mais velhas.

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