Já lhe aconteceu voltar ao local onde deixou o carro e perceber que apareceram riscos profundos que não existiam, ou até notar uma amolgadela nova na carroçaria?
Mesmo que a reação imediata seja soltar umas palavras de… frustração, há passos práticos que pode seguir para tentar resolver a situação. Ao longo deste artigo explicamos como deve atuar para procurar uma solução.
O que fazer?
Carro estacionado: não mexa no veículo e fotografe os danos
Antes de mais, evite retirar o automóvel do sítio onde está. Registe tudo com as fotografias necessárias para documentar os estragos e, se os danos forem significativos, contacte a PSP (Polícia de Segurança Pública) para formalizar a ocorrência.
Ter o incidente registado pelas autoridades é sempre relevante, porque esse documento pode vir a ser pedido pela seguradora para avançar com uma indemnização. As imagens, por sua vez, ajudam a seguradora a avaliar com mais rigor a natureza e a dimensão dos danos.
Reunir provas: testemunhas e câmaras de vigilância
Se o sucedido aconteceu num parque de estacionamento fechado, pode tentar pedir as gravações das câmaras de vigilância, caso existam. Em alguns casos, para obter essas imagens, poderá ser necessária a intervenção das autoridades ou mesmo um procedimento judicial.
“As reproduções fotográficas, cinematográficas, fonográficas ou por meio de processo electrónico e, de um modo geral, quaisquer reproduções mecânicas só valem como prova dos factos ou coisas reproduzidas se não forem ilícitas, nos termos da lei penal.”
Artigo 167.º do Código de Processo Penal
Caso consiga apurar qual foi o veículo responsável - com a ajuda de testemunhas ou através das imagens de vigilância - fica «meio caminho andado» para resolver efetivamente este problema. Não deixe de confirmar se esse veículo tem seguro válido no site da ASF (Autoridade de Supervisão de Seguros).
Próximo passo: entrar em contacto com a seguradora (e o que o FGA não cobre)
Nas situações em que não consegue identificar o responsável, depois de tirar fotografias e de ter o registo da ocorrência (se tiver sido necessário), falta avançar para o passo final: entrar em contacto com a seguradora para iniciar o processo de reparação ou eventual compensação. É essencial partilhar tudo o que reuniu - desde as fotos e a declaração da ocorrência até aos nomes e contactos de possíveis testemunhas.
Por último, importa ter em conta que não vale a pena recorrer ao Fundo de Garantia Automóvel (FGA), pois este caso não se enquadra no âmbito desse mecanismo. O FGA garante a reparação de danos corporais/materiais resultantes de acidentes de viação quando o seguro de terceiros envolvidos no acidente não existe ou não é suficiente.
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