A Honda, líder mundial das duas rodas, entra finalmente no território das motos elétricas com a WN7 - e fá-lo com uma proposta acessível logo a partir da carta A1. Até aqui, a sua oferta elétrica passava sobretudo por scooters, deixando mais espaço para nomes como a Harley-Davidson (via Livewire), a Kawasaki e várias marcas especializadas, como a Zero Motorcycles.
Com este anúncio, a Honda capta atenções ao acrescentar a primeira moto elétrica a uma gama que, até agora, era composta apenas por scooters. A WN7 assinala uma mudança de rumo para o construtor japonês, que lidera o mercado global das duas rodas com 40% de quota, juntando-se assim a Kawasaki e Harley-Davidson. Na Alemanha, a BMW fica ainda mais isolada, já que não prevê lançar motos elétricas tão cedo (mantendo o foco nas scooters elétricas).
1/ Uma só bateria disponível
Há vários pontos a reter sobre esta primeira moto elétrica da Honda, começando por um aspeto simples: continua a ser um veículo pensado sobretudo para uso urbano. Por trás de um design futurista, a Honda WN7 integra uma bateria de 9,3 kWh, um motor elétrico com refrigeração líquida e, naturalmente, sem depósito de gasolina. O modelo deverá permitir deslocações mais longas e fora da cidade, com mais conforto do que uma scooter, mas o acesso mantém-se possível a partir da carta A1, a das motos equivalentes a 125 cc, através de uma versão específica.
2/ Uma versão standard e uma versão limitada
Trazer o elétrico para uma moto tem vantagens claras - e uma delas é poder circular entre 120 e 129 km/h (consoante a versão) com a nova Honda WN7, mesmo a partir da carta A1. Existirão duas variantes: a primeira com um motor de 50 kW (68 cv) e a segunda, limitada a 11,2 kW (15 cv), destinada a condutores com carta A1. Na versão normal, a moto promete ir dos 0 aos 100 km/h em apenas 4,6 segundos. Sem avançar muitos detalhes, a versão limitada para a carta A1 indica um 0 a 50 metros em apenas 5 segundos.
3/ Uma autonomia dentro da média
Se o prazer de condução desta WN7 assinada pela Honda deverá estar à altura, a autonomia merece alguma atenção. A nova moto elétrica leva uma bateria de 9,3 kWh, para uma autonomia anunciada de 140 ou 153 km (versão A1). Na prática, os 140 km deverão traduzir-se em algo a rondar os 120 km. Para carregar, uma tomada doméstica (230 V) permitirá recuperar uma carga completa entre 2,5 e 5,5 horas. Em alternativa, também será possível parar num posto de carregamento de automóveis elétricos para recuperar 90 km de autonomia em 30 minutos (na ficha CCS2).
4/ Um preço elevado
Estes números estão, no geral, alinhados com o que o mercado oferece, onde encontramos vários construtores reconhecidos (como a Harley-Davidson com a sua marca Livewire) e também a Kawasaki. Ainda assim, grande parte da concorrência atual vem de novos fabricantes que ainda não conquistaram totalmente a confiança do público, mas que chegam com argumentos fortes, sobretudo no preço. Neste ponto, a Honda coloca a nova WN7 a 14 999 euros, sem diferença de valor entre a versão “clássica” e a destinada à carta A1. As duas versões terão quatro modos de condução (Standard, Sport, Rain, Econ), bem como quatro níveis de travão-motor (através da travagem regenerativa).
A moto elétrica WN7 da Honda pesa 217,5 kg com a bateria e traz vários equipamentos a destacar: sistema ABS, iluminação LED, limitador de velocidade, um ecrã de instrumentação de 5 polegadas, uma porta USB-C, marcha-atrás até 5 km/h e controlo de binário. Para ligar o smartphone por Bluetooth, a Honda WN7 contará com a aplicação RoadSync, adicionando música, navegação e notificações.
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