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Peru oficializa compra de caças F-16 Block 70 e paga primeira prestação de US$ 462 milhões à Lockheed Martin

Piloto militar dos EUA e homem de fato apertam mãos junto a um caça F-16 numa pista de aeroporto.

Confirmação oficial da compra de F-16 Block 70 e primeiro pagamento

Num dia particularmente conturbado, e através de um pronunciamento do Conselho de Ministros, o Peru confirmou de forma oficial e inequívoca a assinatura de um contrato para a aquisição de novos caças F-16 Block 70 destinados a equipar a Força Aérea Peruana (FAP). Em paralelo, foi igualmente confirmada a realização do pagamento da primeira prestação no valor de US$ 462 milhões à empresa norte-americana Lockheed Martin.

A confirmação foi também reiterada pela Embaixada dos Estados Unidos em Lima e pelo presidente do Congresso, que tinha referido, poucas horas antes, que já tinham começado a ser efectuados os pagamentos previstos nos acordos assinados a 20 de Abril.

Cronologia do processo segundo a Embaixada dos Estados Unidos em Lima

Na sequência destes desenvolvimentos, a Embaixada dos Estados Unidos em Lima divulgou um comunicado com informação adicional sobre a operação e sobre a cronologia dos acontecimentos que antecederam a assinatura do acordo entre responsáveis peruanos e norte-americanos no dia 20 de Abril.

Sobre o tema, foi afirmado o seguinte: “No dia 14 de Abril, a Lockheed Martin foi notificada por escrito da sua selecção. Foi então acordada para 17 de Abril uma assinatura técnica às 7:00 a.m. e uma assinatura cerimonial às 5:00 p.m. A equipa dos Estados Unidos, tanto funcionários governamentais como executivos de topo da Lockheed Martin, estava pronta para se apresentar na Base Aérea Las Palmas e no Palácio do Governo, conforme solicitado. Os Estados Unidos souberam que a assinatura tinha sido adiada através da rádio nacional. Há uma forma correcta de fazer negócios sérios e credíveis com uma das empresas líderes do mundo, e esta não é. Uma assinatura técnica entre as partes autorizadas teve lugar a 20 de Abril de 2026, com pleno conhecimento dos mais altos níveis do governo peruano”.

O comunicado acrescentou ainda que, “… a pedido do governo peruano, os funcionários norte-americanos e os representantes da Lockheed Martin não falaram publicamente sobre o processo de aquisição em nenhum momento durante o último ano e meio, deferindo respeitosamente para o governo peruano a partilha de actualizações públicas sobre os seus esforços nacionais de aquisição”.

Dimensão da operação e requisitos da Força Aérea Peruana (FAP)

Quanto ao negócio, na sua formulação inicial previa doze aeronaves de combate F-16 Block 70, a variante mais avançada do caça e actualmente em produção, tal como o Departamento de Estado tinha indicado no ano passado aquando da autorização.

Ainda assim, conforme foi assinalado pela Zona Militar, a Lockheed Martin teria melhorado a proposta de forma a abranger um total de 24 exemplares, em linha com os requisitos da Força Aérea do Peru. A FAP procura integrar este caça para substituir os seus antigos Mirage 2000 e MiG-29, que apresentam uma disponibilidade operacional reduzida.

Justificações do Executivo, referências ao Cosedena e reacções no Congresso/MEF

Já no que diz respeito às declarações do presidente do Conselho de Ministros do Peru, este referiu que a aquisição dos Viper “... obedece a compromissos preestabelecidos que dizem respeito à defesa nacional e que exigem o respeito pela figura presidencial, que, além disso, é o Chefe Supremo das Forças Armadas”.

Na mesma linha, acrescentou: “é importante dispor de equipamento novo e reforçar as nossas Forças Armadas. É por isso que o Conselho de Segurança e Defesa Nacional (Cosedena) acordou a aquisição desses aviões para a Força Aérea do Peru. Esta decisão é de natureza estratégica e cabe ao Executivo cumprir e fazer cumprir os acordos emitidos por este órgão reitor”.

E completou, indicando que: “... estamos a cumprir todos os compromissos assumidos de acordo com o cronograma estabelecido no contrato de compra e venda de aviões F-16, o que evitaria que se gerem incumprimentos contratuais que se traduzam em penalidades onerosas e prejudiquem a imagem do nosso país”.

Antes do pronunciamento, uma das novidades tinha sido a publicação do presidente do Congresso peruano, Fernando Rospigliosi, na rede social “X”, onde afirmou que: “... o Ministério da Economia está hoje a efectuar o pagamento comprometido nos dois contratos que foram assinados na segunda-feira 20, para a aquisição de aviões para a Força Aérea do Peru”.

Por esse motivo, e já há instantes, o Ministério da Economia e Finanças (MEF) do Peru confirmou as declarações do presidente do Congresso, indicando a realização de um pagamento de “... US$ 462 000 000, correspondente ao primeiro marco do contrato celebrado entre o Estado peruano e a empresa Lockheed Martin, no âmbito do processo de aquisição de aeronaves F-16 para a defesa nacional.

Fotografias utilizadas a título ilustrativo.


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