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Santander Portugal lucra 242,4 milhões no primeiro trimestre de 2026

Dois homens em conversa num escritório com gráficos num tablet e computadores à mesa, com um elétrico ao fundo.

Resultados do 1.º trimestre de 2026 no Santander Portugal

O Santander Portugal apurou um lucro de 242,4 milhões de euros nos primeiros três meses de 2026. Embora este valor fique abaixo do registado no período homólogo de 2025, Isabel Guerreiro, que assumiu funções como presidente executiva do banco em Portugal a 1 de março, enquadra o desempenho como "um crescimento sólido e consistente, mesmo num contexto exigente", realçando que a instituição atingiu "uma rentabilidade de 31,4%, com crescimento na atividade comercial, na transacionalidade e nos volumes de negócio".

Ainda assim, o resultado líquido do 1.º trimestre recuou 9,8%, penalizado sobretudo pelo efeito da descida da margem financeira (a diferença entre os juros pagos nos depósitos e os juros cobrados no crédito), que caiu 3,5% para 341,8 milhões de euros.

Margem financeira, comissões e eficiência operacional

No comunicado, o banco afirma que "o contínuo processo de melhoria comercial e digital continua a impulsionar o crescimento do volume de negócios e da rentabilidade, bem como a manutenção de elevados níveis de eficiência operacional, com o rácio de eficiência a situar-se em 28,4%". Esta evolução ocorre num contexto em que os custos operacionais subiram 4,5% para 136,2 milhões de euros, refletindo, em particular, o aumento das despesas com pessoal, que avançaram 9,3%.

As comissões líquidas também tiveram uma evolução positiva, com um aumento de 6% para 128,9 milhões de euros, destacando a instituição "as comissões de meios de pagamento, de seguros e de gestão de ativos".

Recursos de clientes e crescimento do crédito

Os recursos de clientes aumentaram 6,5%, atingindo 49,8 mil milhões de euros, "diversificados entre depósitos (+5,8%) e recursos fora de balanço (+9,5%)". Segundo o Santander, este desempenho resulta da disponibilização de "uma oferta abrangente e adequada às necessidades de diferentes perfis de clientes".

No crédito, o montante bruto concedido a clientes cresceu 10,8% para 56,2 mil milhões de euros. O banco enfatiza que o financiamento à habitação "continua a ser uma importante alavanca de captação e vinculação de clientes: no primeiro trimestre, o Banco originou mais de mil milhões de euros em crédito hipotecário, ou seja, o equivalente a 1 em cada 5 créditos".

A qualidade da carteira é, por sua vez, sustentada por um rácio de crédito malparado (NPE) de 1,4%, valor que, de acordo com a instituição, demonstra a "qualidade da carteira".

Habitação, jovens e crédito a empresas

Isabel Guerreiro assinala que este foi mais um trimestre em que sobressai "o apoio aos jovens na aquisição de habitação própria permanente, ao serem responsáveis por mais de 40% dos novos créditos, dos quais cerca de metade foi concedida com apoio da garantia pública". Desde a entrada em vigor da medida, no início de 2025, "o banco recebeu mais de 45 mil pedidos por parte de jovens com idade inferior a 35 anos, tendo concedido quase 1,4 mil milhões de euros em crédito".

No detalhe por segmentos, o crédito à habitação subiu 9,1% para 25,8 mil milhões de euros. Já o crédito ao consumo avançou 9% para 2,1 mil milhões de euros. No financiamento a empresas, o total no final dos primeiros três meses do ano fixou-se em 28 mil milhões de euros, o que representa um crescimento de 12,7% face ao mesmo período de 2025.

Rácios de capital, clientes e aposta digital com balcões

O Santander em Portugal, salienta o comunicado, "continua a operar com sólidos rácios de capital". Nesse sentido, detalha que "o rácio CET1 (fase de implementação) situou-se em 15,6% (uma variação de +1,1 p.p. face ao período homólogo)".

A presidente executiva acrescenta que "a performance financeira reflete a estratégia do Santander em ser cada vez mais o principal banco dos seus clientes", referindo que "a base de clientes ativos aumentou em mais de 37 mil face ao período homólogo, para quase 2 milhões, e a de clientes digitais em mais 69 mil, para 1,3 milhões, quer pelo reforço da relação com clientes existentes, quer pela captação de novos clientes".

O banco indica ainda, no mesmo comunicado, que o Santander "continua, também, a captar a transacionalidade dos seus clientes, materializada em mais de 1,3 milhões de operações diárias de compras e pagamentos".

E, no âmbito do caderno de encargos que pretende afirmar, acrescenta: "Queremos ser o melhor banco digital com balcões, combinando a conveniência do digital com uma presença física marcante para os clientes. Os Work Cafés são um bom exemplo disto. Este ano já abrimos dois novos espaços, em Lisboa e em Aveiro, e vamos continuar esse caminho nos próximos meses. No âmbito desta estratégia, o Santander está a renovar o seu programa de fidelização, o Santander Rewards, e continuou a expandir a rede de Work Cafés, com 2 novas aberturas no trimestre".

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