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Fim da produção do Ford Focus: Ford confirma

Carro desportivo azul Ford Focus 27 estacionado em showroom moderno com piso refletor.

O adeus à Ford Focus não é apenas o fim de um modelo: é mais um sinal de como o mercado automóvel europeu mudou de rumo. Depois de anos a dominar as estradas e a disputar o coração do segmento das compactas, a Focus sai de cena num momento em que as berlinas deste tipo perderam claramente terreno.

A Ford confirmou a paragem definitiva da produção da Focus, cujo primeiro modelo remonta a 1998. Ícone nas estradas europeias desde o final dos anos 1990, a Focus despede-se após quatro gerações e mais de duas décadas de carreira, combinando tecnologia avançada, comportamento dinâmico e um design cada vez mais refinado - qualidades que fizeram dela uma peça-chave da marca, num segmento que já não tem a mesma procura.

O fim (também) para a emblemática Focus da Ford

No final de setembro, a Ford montou a derradeira Focus com o emblema ST. A marca norte-americana já tinha decidido o fim de produção da sua berlina emblemática e, desde este sábado, 15 de novembro, a fábrica de Saarlouis, na Alemanha, deixou definitivamente de fabricar a Focus (e a unidade está agora à venda). Recorde-se que a Fiesta também saiu do catálogo da Ford em 2023, tal como a Mondeo um ano antes.

Em quase três décadas e quatro gerações sucessivas, a Ford Focus afirmou-se como um dos pilares do mercado automóvel. No total, 12 milhões de unidades foram vendidas em todo o mundo. Um êxito que foi também alimentado, importa reconhecê-lo, pela imagem e qualidade das versões desportivas RS e ST, especialmente bem conseguidas e muito apreciadas pelos entusiastas.

Ao abandonar o segmento das berlinas compactas, a Ford fecha claramente um capítulo da sua história. A marca deixa de ter qualquer compacta na gama, preferindo concentrar esforços num mercado bem mais promissor: o dos SUV. Um terreno onde a Ford continua bem equipada, com o Kuga, o Explorer, o novíssimo Capri e o Puma, agora também disponível numa versão 100% elétrica.

Ainda assim, no Velho Continente, a marca do oval perdeu algum brilho. Em setembro, a Ford vendeu pouco mais de 40 000 veículos, ligeiramente à frente da Tesla, mas bastante atrás da Mercedes (mais de 67 000 vendas) e a uma grande distância do grupo Volkswagen, que ronda as 317 000 unidades. O resultado foi o 8.º lugar na Europa nesse mês, uma quota de mercado limitada a 3,3% e uma descida de cerca de 3,4% em termos homólogos.

Recentemente, o CEO da Ford, Jim Farley, confirmou que a Tesla e os construtores chineses têm uma enorme vantagem no campo dos veículos elétricos.

Depois de uma reestruturação difícil (e dispendiosa) iniciada em 2022, o construtor garante que vai regressar mais forte e aposta agora numa nova plataforma universal, destinada a criar veículos mais eficientes e acessíveis.

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