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Volvo Cars atinge lucro operacional recorde de 8,2 mil milhões de coroas suecas no 2.º trimestre de 2024

Carro Volvo branco 2024 estacionado em showroom moderno com portas automáticas e luz natural.

Em 2024, a Volvo Cars está a viver um momento particularmente forte: no segundo trimestre, a marca registou um lucro operacional de 8,2 mil milhões de coroas suecas (cerca de 706 milhões de euros). Trata-se do valor trimestral mais elevado alguma vez alcançado, traduzindo um crescimento de 28% face ao período homólogo.

Parte desta evolução resulta também do desempenho comercial. As vendas aumentaram 15% comparativamente a 2023, totalizando 205 400 unidades.

Segundo a empresa, este avanço explica-se “face à performance dos seus modelos elétricos”, cuja procura subiu 43% neste último trimestre, quando comparada com o mesmo período do ano anterior.

Efeito EX30

Entre março de 2024 e junho de 2024, 48% das entregas da Volvo Cars corresponderam a híbridos plug-in e elétricos (em 2023, essa parcela tinha sido de 39%). Se olharmos apenas para os elétricos, estes passaram a representar 26% das vendas, um aumento expressivo face aos 16% verificados no período homólogo de 2023.

Para este resultado muito positivo - em contraste com o que se tem observado no mercado - foi determinante a boa receção do novo Volvo EX30, que já figura entre os elétricos mais vendidos na Europa: está no Top 3, apenas atrás dos Tesla Model Y e Model 3.

A marca sueca evidencia ainda uma posição muito sólida nos híbridos plug-in: o XC60 é o híbrido plug-in mais vendido no mercado europeu.

A Volvo destaca igualmente a rentabilidade dos seus modelos elétricos, apontando uma margem bruta de 20%. No conjunto, as margens brutas da Volvo Cars fixaram-se em 22,8%, acima dos 19% registados em 2023.

Receitas desceram

Apesar do desempenho operacional, nem todos os indicadores foram positivos. Em comparação com o ano passado, a receita no segundo trimestre diminuiu ligeiramente: passou de 102,2 mil milhões SEK (cerca de 8,785 mil milhões de euros) no ano passado para 101,5 mil milhões de SEK (cerca de 8,724 mil milhões de euros) este ano.

O construtor atribuiu esta descida “com a redução das receitas provenientes do fabrico por contrato e com a normalização das vendas a empresas de aluguer.”

O que esperar do resto de 2024

O ano de 2024 está a ser particularmente relevante para a Volvo. Ainda este ano deverão começar a chegar aos clientes as primeiras unidades do EX90 - depois de um atraso considerável -; foi apresentado o EM90, o primeiro MPV da marca, orientado diretamente para o mercado chinês; e o bom desempenho do EX30 já levou a aumentos de capacidade de produção.

Todos estes são modelos eletrificados, alinhados com o compromisso da marca sueca com a eletrificação e com o investimento contínuo nesta tecnologia. A meta mantém-se inalterada: a Volvo pretende ser 100% elétrica já em 2030.

“A nossa dinâmica operacional base mantém-se firme, graças à força da nossa estratégia equilibrada, ao nosso portfólio de produtos e à nossa agilidade em responder de forma decisiva aos desafios.”

Jim Rowan, CEO da Volvo Cars

A empresa avançou ainda com uma previsão de crescimento entre 12% e 15% para 2024, “se não existirem grandes interrupções”.

Com isto, a Volvo refere-se aos desafios que se têm feito sentir no plano geopolítico, bem como às potenciais tarifas da UE sobre elétricos produzidos na China, que poderão vir a afetar a rentabilidade do Volvo EX30.


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