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Pedro Abrunhosa e Tony Gonçalves no Tribeca Festival Lisboa e em “O Coração e a Garra de Portugal”

Dois homens com microfone e contrabaixo, fazendo performance junto a um rio e público ao fundo.

Pedro Abrunhosa: palavras, causas e música

A trajetória de Pedro Abrunhosa é amplamente conhecida, mas, para ele, o que realmente se impõe são as palavras - acima da notoriedade e até do próprio talento, que diz desvalorizar. É um homem de causas e, em menos de 10 minutos desde o arranque desta conversa, já está a condenar os bombardeamentos em Gaza e no Irão.

De contrabaixista a “Viagens” no “Portugal cinzento” dos anos 90

Abrunhosa começou no contrabaixo e, a certa altura, seguiu para Nova Iorque, onde ganhou disciplina e tocou com todos os “cats”. De regresso ao Porto, e embalado pelas sonoridades da música de dança, idealizou “Viagens”, um álbum sobre “sexo, drogas e corrupção”. O disco contou com a participação de Maceo Parker - o saxofonista de James Brown - e cruzou funque suado com baladas cruas, que foram cantadas por milhões e levaram o músico a esgotar salas de norte a sul. No “Portugal cinzento” dos anos 90, Abrunhosa assinou um som que ninguém estava à espera e que não tinha precedentes.

“Tempo”, Prince e a recusa da “inspiração”

“Viagens” tornou-se um enorme êxito e abriu caminho a um segundo álbum. “Tempo” foi gravado com a banda New Power Generation, de Prince, e dessa colaboração nasceram ainda mais canções de sucesso. Assim, Pedro Abrunhosa confirmou que tinha margem para ir mais longe - algo que, na prática, tem repetido ao longo de 30 anos.

Ainda assim, não é um artista que se agarre à ideia de inspiração: isso, diz, é para “tipos ricos em casas em Beverly Hills com vista para o mar”. O que o move é o mundo como ele é - o que tem de bom, o que tem de mau e aquilo que dói. E percorre as palavras com a mesma destreza com que percorre um contrabaixo ou o piano que existia em casa dos avós quando era criança: com seriedade, tempo e sabedoria.

Tony Gonçalves, Grupo Evrose e carreira internacional

Tony Gonçalves nasceu no norte de Portugal, em 1973, e emigrou para os EUA com os pais quando tinha quatro anos. No percurso profissional, passou por empresas como a Sharp Electronics, a Samsung e a WarnerMedia, onde chegou a diretor responsável pela receita, liderando a gestão de receitas e de investimentos nas áreas de vendas de publicidade, transmissão em contínuo e entretenimento.

Com o objetivo de projetar empresas e líderes portugueses no plano internacional, Tony criou o Grupo Evrose, dedicado a orientar e aconselhar empresas portuguesas no crescimento e na transformação dos seus negócios.

Tribeca Festival Lisboa, SIC/OPTO e “O Coração e a Garra de Portugal”

No início de 2024, juntou o Tribeca, sediado em Nova Iorque, e a SIC, através da sua plataforma de transmissão OPTO, para lançarem em conjunto a primeira edição do Festival Tribeca fora dos EUA. Deste modo, Tony Gonçalves assumiu o cargo de produtor executivo do Tribeca Festival Lisboa, que decorreu entre 18 e 19 de outubro de 2024.

“O Coração e a Garra de Portugal” é a sua primeira série de áudio e procura reunir uma comunidade apaixonada por Portugal em torno de um conjunto de conversas com grandes protagonistas nacionais e internacionais ligados ao país, bem como ao mundo cultural e empresarial.

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